“Se você perguntar a qualquer pessoa: o que sabe sobre a África? Com certeza, a resposta vem com uma risadinha... sem graça, disfarçando, pois a pessoa não sabe nada ou quase nada sobre o continente africano.
E por que isso sempre acontece? Por que riem da África?
Afinal, o continente africano foi o berço da humanidade, a história do ser humano começa lá, onde surgiu o Homo Sapiens há cerca de 160 mil anos: os achados arqueológicos comprovam essa informação e a civilização mais antiga do mundo localiza-se na atual Etiópia.
Outra coisa: quando se fala de civilização, de cultura, as pessoas quase sempre citam a Grécia ou Roma, ou mesmo o Egito. Mas, as pessoas se “esquecem”, ou não sabem, que o Egito fica no continente africano. Os egípcios marcaram sua ascendência civilizatória sobre povos e civilizações que beiravam o Mar Mediterrâneo: assírios, cretenses, hititas, persas (atualmente iranianos), os helênicos, entre outros.
Contudo, (...) os europeus, para justificarem a pseudo-superioridade dos brancos sobre os negros africanos, e sua “missão civilizatória” criaram um mecanismo eficaz: eles “retiraram” o Egito da África, inventando uma categoria conceitual: culturas mediterrâneas.”
O texto acima é de Dilma Melo Silva, no livro "Por que riem da África?", que faz parte da Coleção Percepções da Diferença: Negros e brancos na escola. Este livro é destinado a professores da educação infantil e do ensino fudamental. Seu intuito é discutir de maneira direta e com profundidade alguns temas que constituem verdadeiros dilemas para professores diante das discriminações sofridas por crianças negras de diferentes idades em seu cotidiano nas escolas.
Parabéns para o grupo,bem criativo e elaborado,textos fantásticos.
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