terça-feira, 19 de junho de 2012

Crianças em conflito na África


Quantas vezes reclamamos se nossos alunos.....quantas.....
Mas é melhor eles estarem na escola, nos dando trabalho, nos dando dor de cabeça
do que estarem na guerra, como várias crianças africanas....


quinta-feira, 14 de junho de 2012

A história local dos afro-descendentes

Projeto

Objetivos
Estabelecer relações entre passado e presente, discutindo mudanças e permanências nas relações sociais.
Estabelecer uma ponte entre o conteúdo estudado e sua vida cotidiana por meio de estudos da história local.
Compreender e valorizar elementos das culturas africanas e de afrodescendência.
Ampliar o conceito de cidadania, discutindo questões como respeito à diversidade, religiosidade e sincretismo, preconceito, direitos, inclusão.

Anos
7º, 8º , 9º anos  e 3º ano Ensino médio

Tempo estimado

3 aulas e atividades extra-classe em prazo a ser definido pelo professor.

Material necessário
Câmeras fotográficas, gravadores ou mp3 player, computador com acesso à internet.

Introdução
A importância de se estudar a história de africanos e de afro-descendentes está relacionada às profundas relações que guardamos com a África. No geral, somos frutos dos encontros e confrontos entre diferentes grupos étnicos como indígenas, europeus, africanos e outros.

Entendemos que história do Brasil e história da África estão intimamente relacionadas, cabendo ao professor ampliar a discussão sobre, por exemplo, a escravidão, introduzindo elementos da história dos africanos, de sua cultura e não tratá-los como simples mercadoria que enriquecia europeus e tiveram seu trabalho explorado à exaustão no Brasil antes e após a independência política.

Nessa perspectiva, não podemos tratar a questão africana apenas do ponto de vista da escravidão, como se fosse uma questão isolada e superada pela assinatura da Lei Áurea em 1888. Um ponto de partida para ampliar nossa visão e tentar superar as visões estereotipadas sobre o tema é procurar recuperar os elementos da resistência negra, suas formas de luta e de organização, sua cultura, não apenas no passado, mas também no tempo presente.

Desenvolvimento
1ª. etapa
Comece o trabalho explorando com os alunos os elementos da história africana e/ou da presença africana na História do Brasil que eles já tenham estudado. Procure levantar os conhecimentos dos alunos acerca das relações sociais estabelecidas, das visões que foram construídas sobre africanos e afro-descendentes no Brasil, sobre a cultura africana e/ou a mescla de culturas que se convencionou chamar "cultura brasileira" com forte influência de elementos africanos. É possível que surjam respostas que remetam a determinados assuntos como alimentação, música, dança, lutas e religiosidade. Se não surgirem, instigue-os a refletir sobre a presença ou ausência desses elementos no modo de vida deles.

Após essa conversa inicial, convide os alunos para explorar o site www.acordacultura.org.br, que mostra informações sobre a cultura negra africana em forma de jogos, livros animados, vídeos, músicas e textos. Dica: veja textos sobre a importância da cultura negra na coluna da esquerda da página inicial - "valores civilizatórios".

A exploração do site é apenas um ponto de partida para a discussão que poderá ser fundamentada em conhecimentos anteriores dos alunos, de acordo com os conteúdos previstos no currículo de História, como:
- História da África, incluindo elementos da cultura e religiosidade etc. (o período variando de acordo com o ano/série dos alunos).
- Escravidão no Período Colonial e/ou no Período do Império. As lutas e as formas de resistência, e elementos da cultura trazida pelos africanos.

Proponha aos alunos um trabalho de investigação da presença da cultura negra na localidade e das relações sociais estabelecidas entre os diferentes grupos étnicos, por meio de entrevistas. O objetivo é fazer com que os alunos percebam as relações entre o passado (os conteúdos estudados em História) e o tempo presente, observando as mudanças e permanências nas relações estabelecidas entre os diferentes grupos étnicos e da situação dos afro-descendentes na sociedade brasileira. Essas pesquisas podem ser incluídas em um blog produzido pela classe. Será um espaço de debate virtual em que os alunos da escola e os moradores da comunidade local poderão trocar idéias sobre o assunto.

2ª etapa
Agora é o momento de planejar as entrevistas. Divida a turma em grupos de quatro ou cinco alunos e faça a mediação dos seguintes pontos:

- O levantamento de afro-descendentes que sejam moradores antigos da localidade para serem entrevistados.

- Combinar com os alunos se as entrevistas serão realizadas na escola ou na casa dos entrevistados.

- Elaborar as questões que serão feitas aos entrevistados. Exemplos de coleta de bons depoimentos podem ser encontrados no portal do Museu da Pessoa (www.museudapessoa.net).
O questionário deverá ter:
Nome
Idade
Há quanto tempo mora na localidade,
Profissão, atividades que exerceu
Religião
O lazer no passado e no presente
Os tipos de música e de dança preferidos do passado e do presente
Se sofre ou já sofreu discriminação por ser afro-descendente
Participa de organizações como clubes, associações de moradores, ONGs que lutem pela defesa dos direitos dos afro-descendentes
Outras questões sugeridas pelos alunos a partir dos estudos realizados

- A definição das formas de registro da entrevista

- Reforçar com os alunos a importância do respeito aos entrevistados.

- O estabelecimento de uma data para que os materiais coletados sejam levados para a classe.

3ª. etapa
Os grupos de alunos deverão realizar as seguintes atividades:

- Contatar os moradores escolhidos, explicando o objetivo da entrevista.

- Gravar as entrevistas com equipamentos de áudio (gravadores, mp3 player etc.)

- Pedir permissão para fotografar os entrevistados

- Perguntar se eles possuem fotos antigas ou outros objetos e se permitem que eles sejam fotografados para compor o trabalho final.

No retorno do trabalho, em sala de aula, você deverá mediar a socialização das experiências de cada grupo por meio da discussão:
- como se deu a interação com os entrevistados
- quais foram as informações obtidas
- as semelhanças e diferenças entre as respostas dos entrevistados

4ª. etapa
A partir das entrevistas e dos materiais coletados, é possível recuperar um pouco da história das relações sociais na localidade, da presença (ou não) de discriminação de afro-descendentes e de elementos da cultura de origem africana.

Produto final
O material coletado pode ser organizado:
- em um painel com fotos e informações escritas
- elaboração coletiva de um blog que poderá conter as gravações das entrevistas, depoimentos de alunos sobre o tema, mudanças e permanências nas relações sociais na localidade, espaço para postagem de sugestões sobre a formas de combate ao preconceito e à discriminação racial.

Avaliação
Os pontos que deverão ser avaliados são:
- envolvimento e participação dos alunos nas discussões em grupos
- pertinência das informações e dos materiais coletados
- organização e clareza das informações no painel e nos textos e áudios postados no blog.
 
Fonte: www. revistanovaescola.com.br

 

 

 

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Guiné – uma porta para as crianças cansadas da guerra


Conakri, 4 de Novembro 2003
fronteira e de ONGs, a Guiné está a tornar-se num refúgio cada vez mais procurado por milhares
de crianças que tentam escapar ao recrutamento forçado para combaterem em guerras na
região ocidental de África.
A Directora Executiva da Unicef descreveu a situação, dizendo que o que está a acontecer é que
muitas crianças refugiadas se juntam a milhares de crianças guineenses separadas das suas
famílias, e que todas elas estão entregues a si próprias em centros urbanos.
O problema é agravado devido ao regresso gradual de crianças guineenses vindas da vizinha
Libéria, onde haviam sido recrutadas para combater na guerra que durante anos se travou no
país.
“É uma imagem comum a todos os conflitos da última década na África ocidental,” diz a
responsável da Unicef. “Crianças que tentam escapar ao recrutamento forçado, à violência e à
exploração e a um autêntico vai e vem entre fronteiras, começando por ser crianças não
acompanhadas num lado para se tornarem crianças-soldado noutro e refugiadas num terceiro. E
o mais provável é voltarem à vida de soldados se não conseguirem arranjar outro meio de
subsistência, ou se forem pura e simplesmente rejeitadas pelas famílias.”
Durante a última década, mais de um milhão de refugiados de países vizinhos como a Libéria, a
Costa do Marfim e a Serra Leoa procuraram abrigo na empobrecida Guiné, absorvendo recursos
nacionais e programas das organizações de ajuda humanitária. Mais de 100.000 pessoas vivem
em campos de refugiados e, segundo uma sondagem recente, outras 50.000, sobretudo jovens,
vivem nas ruas das principais cidades.
A Unicef e o
nacionalidades, na sua grande maioria rapazes que estão a viver na rua. A Unicef conseguiu
fazer a reunificação de mais de metade destas crianças com as suas famílias, mas diz que os
fundos para continuar com este trabalho acabaram, e que há ainda milhares de crianças por
registar e à espera de auxílio.
“Temos indicações de que o número de crianças que procura chegar à Guiné está a aumentar”,
afirmou a Sra Bellamy. “Há uma oportunidade para quebrar o ciclo, ou seja, impedir que estas
crianças regressem à servidão da guerra, à escravatura, e à exploração sexual em países
vizinhos. Estamos a trabalhar com estas crianças, mas, muito francamente, a falta de dinheiro
está a por em causa a nossa capacidade para continuar, precisamente quando as crianças que
precisam de ajuda são cada vez mais.”
A Unicef está também a tentar registar e desmobilizar crianças-soldado guineenses que se
calcula serem cerca de 2.000 e das quais um quinto serão raparigas. Perto de 350 estão a ter
formação vocacional e ajuda com vista à reintegração nas suas famílias. A falta de verba pode
obrigar-nos a deixar o processo de reintegração destas crianças a meio e muitas outras sem
perspectivas de apoio.
Apesar das contribuições generosas do Reino Unido e da Suécia, a Guiné conseguiu atrair
apenas um quarto do financiamento necessário para levar por diante os seus programas.
- A Unicef afirmou hoje que, segundo relatos de controladores deInternational Rescue Committee identificaram 2.000 crianças de várias
Nota:
Actualmente, mais de 300.000 crianças – rapazes e raparigas com menos de 18 anos – estão
envolvidos em mais de 30 conflitos que travam em diversas partes do mundo. As crianças são
utilizadas como combatentes, mensageiros, carregadores, cozinheiros e obrigadas a serviços
sexuais. Algumas são raptadas ou recrutadas à força, outras são levadas a alistar-se devido à
pobreza, a abusos e à discriminação. Desde meados dos anos 80, a Unicef tem desempenhado
um papel importante, fazendo pressão e assegurando a libertação de crianças alistadas em
exércitos ou em grupos armados em países como o Afeganistão, Angola, Burundi, Colômbia,
Guiné-Bissau, Libéria, Moçambique, República do Congo, Ruanda, Serra Leoa, Somália, Sri
Lanka, Sudão e Uganda. A Unicef e várias ONGs com as quais tem trabalhado têm prestado
cuidados, assistência técnica e, em certos casos, apoio financeiro para a concretização de
programas nacionais de desarmamento, desmobilização e reintegração.
Para mais informação, é favor contactar:
John Brittain, Unicef Guiné, +224 228 746,
jbritain@unicef.org
Damien Personnaz, Unicef Genebra, + 41 22 909 5716,
dpersonnaz@unicef.orgMadalena Grilo, Comité Port. para a Unicef, 21 317 75 00/11 press@unicef.pt

sábado, 9 de junho de 2012

CAMISETAS VIAJANDO

O simples ato de doar roupas usadas para "ajudar" pessoas em países africanos pode ter consequencias inesperadas, como contribuir para o fracasso da indústria local. Como? Veja no documentário CAMISETAS VIAJANDO da TV ESCOLA.  
 
  • Sinopse
    O documentário faz uma interessante análise da situação política, econômica e social dos países africanos a partir do gigantesco mercado de roupas usadas existente no continente.
    Peças de vestuário dos países desenvolvidos terminam seus dias úteis no corpo dos africanos. Estimulam o comércio, mas acabam com as indústrias. As professoras convidadas sugerem um trabalho interdisciplinar em que questionam as identidades em um mundo globalizado.
         Veja também as dicas de um professor de arte, para que possamos pensar na interdisciplinaridade.
http://tvescola.mec.gov.br/images/stories/download_aulas_pdf/fichas_ok/ensino_medio/acervo/acervo_2009_camisetas_viajando.pdf

segunda-feira, 4 de junho de 2012

A África em filmes

Um recurso valioso para o professor em sala de aula para ensinar sobre a África são os filmes. Existem vários, abaixo algumas sugestões:
MONTANHAS DA LUA
Montanhas da Lua é um filme que descreve a expedição levada a cabo em 1854 por Richard Burton e John Hanning Speke em busca da nascente do Nilo. Burton é um explorador polifacetado, culto e dinâmico. Fala mais de 40 idiomas e é também poeta e antropólogo. Speke, mais jovem, é um aventureiro. O seu sonho é viajar para África para explorar terra desconhecidas. Baseado nas suas biografias e nos artigos escritos pelos dois exploradores ingleses, As Montanhas da Lua é uma aventura de descobrimentos, amizade, ambição, traição e arrependimento.
Dirigido por:  Bob Rafelson
Com: Iain Glen, Parrick Bergin, Richard E. Grant    
Gênero: Ação / Aventura
Nacionalidade: Estados Unidos
HOTEL RUANDA
Em 1994 um conflito político em Ruanda levou à morte de quase um milhão de pessoas em apenas cem dias. Sem apoio dos demais países, os ruandenses tiveram que buscar saídas em seu próprio cotidiano para sobreviver. Uma delas foi oferecida por Paul Rusesabagina (Don Cheadle), que era gerente do hotel Milles Collines, localizado na capital do país. Contando apenas com sua coragem, Paul abrigou no hotel mais de 1200 pessoas durante o conflito.
Dirigido por:  Terry George
Nacionalidade:  Reino Unido, África do Sul, Itália

DIAMANTES DE SANGUE
Serra Leoa, final da década de 90. O país está em plena guerra civil, com conflitos constantes entre o governo e a Força Unida Revolucionária (FUR). Quando uma tropa da FUR invade uma aldeia da etnia Mende, o pescador Solomon Vandy (Djimon Hounson) é separado de sua família, que consegue fugir. Solomon é levado a um campo de mineração de diamantes, onde é obrigado a trabalhar. Lá ele encontra um diamante cor-de-rosa, que tem cerca de 100 quilates. Solomon consegue escondê-lo em um pedaço de pano e o enterra, mas é descoberto por um integrante da FUR. Neste exato momento ocorre um ataque do governo, que faz com que Solomon e vários dos presentes sejam presos. Ao chegar na cadeia lá está Danny Archer (Leonardo DiCaprio), um ex-mercenário nascido no Zimbábue que se dedica a contrabandear diamantes para a Libéria, de onde são vendidos a grandes corporações. Danny ouve um integrante da FUR acusar Solomon de ter escondido o diamante e se interessa pela história. Ao deixar a prisão Danny faz com que Solomon também saia, propondo-lhe um trato: que ele mostre onde o diamante está escondido, em troca de ajuda para que possa encontrar sua família. Solomon não acredita em Danny mas, sem saída, aceita o acordo.
Dirigido por: Edward Zwick
Gênero: Aventura, Drama, Suspense
Nacionalidade: EUA, Alemanha

O ÚLTIMO REI DA ESCÓCIA
Nicholas Garrigan (James McAvoy) é um elegante médico escocês, que deixou recentemente a faculdade. Ele parte para Uganda em busca de aventura, romance e alegria, por poder ajudar um país que precisa muito de suas habilidades médicas. Logo após sua chegada Nicholas é levado ao local de um acidente bizarro, onde o líder recém-empossado do país Idi Amin (Forest Whitaker), atropelou uma vaca com seu Maserati. Nicholas consegue dominar a situação, o que impressiona Amin. Obcecado com a cultura e a história da Escócia, Amin se afeiçoa a Nicholas e lhe oferece a oportunidade de ser seu médico particular. Ele aceita a oferta, o que faz com que passe a frequentar o círculo interno de um dos mais terríveis ditadores da África.
Dirigido por: Kevin Macdonald
Nacionalidade:  Reino Unido

domingo, 3 de junho de 2012

quinta-feira, 31 de maio de 2012

POR QUE RIEM DA ÁFRICA?

“Se você perguntar a qualquer pessoa: o que sabe sobre a África? Com certeza, a resposta vem com uma risadinha... sem graça, disfarçando, pois a pessoa não sabe nada ou quase nada sobre o continente africano.
E por que isso sempre acontece? Por que riem da África?
Afinal, o continente africano foi o berço da humanidade, a história do ser humano começa lá, onde surgiu o Homo Sapiens há cerca de 160 mil anos: os achados arqueológicos comprovam essa informação e a civilização mais antiga do mundo localiza-se na atual Etiópia.
Outra coisa: quando se fala de civilização, de cultura, as pessoas quase sempre citam a Grécia ou Roma, ou mesmo o Egito. Mas, as pessoas se “esquecem”, ou não sabem, que o Egito fica no continente africano. Os egípcios marcaram sua ascendência civilizatória sobre povos e civilizações que beiravam o Mar Mediterrâneo: assírios, cretenses, hititas, persas (atualmente iranianos), os helênicos, entre outros.
Contudo, (...) os europeus, para justificarem a pseudo-superioridade dos brancos sobre os negros africanos, e sua “missão civilizatória” criaram um mecanismo eficaz: eles “retiraram” o Egito da África, inventando uma categoria conceitual: culturas mediterrâneas.”

O texto acima é de Dilma Melo Silva, no livro "Por que riem da África?", que faz parte da Coleção Percepções da Diferença: Negros e brancos na escola. Este livro é destinado a professores da educação infantil e do ensino fudamental. Seu intuito é discutir de maneira direta e com profundidade alguns temas que constituem verdadeiros dilemas para professores diante das discriminações sofridas por crianças negras de diferentes idades em seu cotidiano nas escolas.
O livro pode ser baixado do site http://www.usp.br/neinb/livros/vol(6).pdf   

A vida longa das linhas retas: cinco mitos sobre as fronteiras na África Negra

Neste texto WOLFGANG DÖPCKE discute mitos sobre as fronteiras da África, que sempre As são apontadas, tanto no discurso acadêmico quanto na opinião pública, como um dos principais culpados pela instabilidade política e pelos conflitos no continente. Será??

Mito 1: O conceito de fronteira política é alheio às comunidades africanas pré-coloniais e foi “importado” do contexto cultural ocidental

Mito 2: As fronteiras coloniais – e, por conseqüência, modernas – foram delimitadas na Conferência de Berlim de 1884/85. Naquela Conferência, as potências coloniais concordaram, também, em estabelecer regras fixas e consensuais que depois orientariam a chamada Partilha da África

Mito 3: As fronteiras coloniais foram transformadas automaticamente e sem contestação em fronteiras dos Estados africanos independentes

Mito 4: Por causa da sua artificialidade, as fronteiras modernas são ignoradas na vida cotidiana e na consciência dos homens comuns. Ou, alternativamente: as fronteiras modernas inibem, efetivamente, o movimento das pessoas e, assim, acabaram com a tradição pré-colonial de migração, contato e intercâmbio das populações

Mito 5: A delimitação “artificial” das fronteiras na África representa uma das principais causas de conflito entre os Estados e dentro deles.


quarta-feira, 30 de maio de 2012

segunda-feira, 28 de maio de 2012

A MISÉRIA NA ÁFRICA

O Programa Mundial de Alimentação da ONU (Organização das Nações Unidas) criticou a falta de vontade política para combater a fome na África, que ameaça 38 milhões de pessoas no continente.

Na África, a luta para encontrar o que comer é enorme, onde algumas comunidades repartem o mínimo que tem com outras pessoas que também vivem na miséria e não tem do que se alimentar.

O problema da fome na África vem sendo cada dia mais discutido mundialmente, e felizmente, governos do mundo todo tem se sensibilizado com tal situação e agora se unem em busca de uma possível solução para tal problema.

Recentemente, vários países têm mandado ajuda ao continente.

Afinal, não há nada pior do que ver seu filho passando fome e não poder fazer nada para acabar com a fome do mesmo.

A fome é um dos piores problemas que a humanidade enfrenta, uma vez que os outros problemas podem esperar para serem solucionados. Entretanto, este não, pois quanto mais esperamos, mais vidas perecem sem ter o que comer e acabam até mesmo morrendo pela falta de comida.
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África - Continente Africano


África

Origem do nome do continente africano: África Deriva de avringa ou afri, tribo berbere que na Antiguidade habitava o norte do continente. Começa a ser usado pelos romanos a partir da conquista de Cartago para designar províncias a noroeste do Mediterrâneo africano (atuais Tunísia e Argélia). No século XVI, com o avanço dos europeus para o sul, o nome generaliza-se para todo o continente.
Limites – Paralelo 37º norte (cabo Bon na Tunísia); mar Mediterrâneo (N); mar Vermelho (NE); oceano Índico (L) e Paralelo 38º8' sul no oceano Atlântico (S, O e NO).
Área – 30,33 milhões de km² – 19% das terras emersas do planeta.
Divisão – 53 países.
População – 681,7 milhões de habitantes. Densidade média (hab./km²): 22,47.

Características Físicas do Continente Africano

É cortado pelo Equador e 75% do território situa-se entre os trópicos de Câncer e Capricórnio. É o continente mais tropical, embora possua faixas subtropicais nas extremidades norte e sul. Predominam altas temperaturas. Um terço do território é de áreas desérticas, 40% não têm rios. As terras aráveis somam 17,8% e as florestas, 31,5%. Detém 69% das terras áridas do planeta. O litoral é pouco recortado. As planícies são ocupadas por lagunas e pântanos. Apresenta cadeias de montanhas ao norte, os Atlas, na Tunísia, Argélia e Marrocos.
Relevo - O relevo Africano predominante planáltico apresenta considerável altitude média de 750m.Ocupa as regiões central e ocidental, em sua quase totalidade, planaltos intensamente erodidos, constituídos por rochas muito antigas e limitados por grandes escarpamentos. Ao longo do litoral, situam - se as planícies costeiras, geralmente estreitas , salvo a oeste e nordeste, quando se estendem para o interior .Na porção oriental da África encontra-se uma de suas características físicas mais marcantes: falha geológica estendendo-se de norte a sul, em que se sucedem planaltos e depressões relativas.É nessa região que se localizam os maiores lagos do continente, circundados por algumas das mais altas montanhas: Quilinmanjaro (5 895 metros), Quênia (5199 metros) e Ruvenzori (5 109 metros).
Podemos destacar ainda dois grandes conjuntos de terras altas, um no norte, outro no sul, do continente:
- a Cadeia dos Atlas, que ocupa a região sentrional do Marrocos, da Argéria e da Tunísia. Chegam atingir mais de 4 000 metros de altura;
- a Cadeia do Cabo, na África do Sul. É de formação antiga, culminando nos Montes Drakensberg com mais de 3 400 metros de altura.
Completando uma visão do relevo africano, é possível observar ainda a existência de antigos maciços montanhosos em diferentes pontos do continente.
O planalto dos Grandes Lagos assinala o início da inclinação do relevo africano.
Hidrografia - Tendo suas regiões norte e sul praticamente tomadas por desertos, a África possui relativamente poucos rios. Alguns deles são muito extensos e volumosos, por estarem localizados em regiões tropicais e equatoriais; outros atravessam áreas desérticas, tornando a vida possível ao longo de suas margens.
A maior importância cabe ao Rio Nilo, o segundo mais extenso do mundo. Nasce nas proximidades do Lago Vitória, percorre o nordeste africano e deságua no Mediterrâneo.
Além do Nilo, outros rios importantes para a África possui alguns são o Congo, o Niger eo Zambeze.
No que se refere aos lagos, a África possui alguns muitos extensos e profundos, a maioria situada no leste do continente, como o Vitória, o Niassa, o Rodolfo e o Tanganica.
Vegetação - Florestas equatoriais – Ocorrem nas baixas latitudes, compreendendo a parte centro-ocidental da África. Como estão em áreas quentes e úmidas, possuem folhas largas (latifoliadas) e sempre verdes (perenes). As árvores podem ter até 60 m (castanheira). Apresentam grande variedade de espécies (floresta heterogênea). Os solos em geral são pobres. São conhecidas como autofágicas (que se alimentam de si mesmas) em função da grande quantidade de húmus proveniente das folhas, galhos e troncos.
Savanas ou cerrados – Aparecem na faixa intertropical em locais onde ocorre uma estação seca (inverno), impedindo o aparecimento de florestas. São formações vegetais encontradas na larga faixa do centro da África, litoral da Índia. Têm plantas rasteiras (herbáceas), intercaladas por árvores de pequeno porte. No período de seca, as folhas caem para evitar a evaporação. No Brasil são chamadas de cerrado e na África, de savana.
Desertos – Nas áreas desérticas, como no Saara, Kalaari, Arábia e Irã, não há vegetação permanente. Em alguns locais, surge uma "erva rasteira" após as chuvas. Nas regiões onde aflora o lençol freático (lençol subterrâneo de água) podem surgir oásis, com palmeiras (tamareiras).

Quadro Humano do Continente Africano

Pequena população relativa e distribuição irregular - Apesar de ser o terceiro continente em extensão territorial, a África é relativamente pouco povoada. Abriga pouco mais de 600 milhões de habitantes e uma densidade demográfica de 20 habitantes por quilômetro quadrado.
Essa pequena ocupação demográfica encontra explicações nos seguintes fatores:
- grande parte do continente é ocupada por áreas desfavoráveis a concentrações humanas;
- os índices de mortalidade são muitos altos;
- a África é um continente que recebeu poucas correntes migratórias.
A população africana caracteriza-se também pela distribuição irregular. O Vale do Nilo, por exemplo, possui densidade demográfica de 500 habitantes por quilômetro quadrado, enquanto os desertos e as florestas são praticamente despovoados.
A quase totalidade dos países africanos exibe características típicas de subdesenvolvimento: elevadas taxas de natalidade e de mortalidade, bem como expectativa de vida muito baixa. Resulta desses fatores a preponderância de jovens na população, que, além apresentarem menor produtividade , requisitam grandes investimentos em educação e nível de emprego.
Maioria negra e diversos grupos brancos - A maior parte da população africana constituída por diferentes povos negros, mas é expressiva quantidade de brancos, que vivem principalmente na porção setentriorial de continente, ao norte do Deserto do Saara.
sudaneses: em sua maior parte habitam as savanas que se estendem do Atlântico ao vale superior do Rio Nilo. Vivem basicamente do agricultura ;
bantos: habitam a metade do sul do continente e têm como atividades principais a criação gado e a caça;
nilóticos: são encontrados na região do Alto do Nilo e caracterizam-se pela estatura elevada;
pigmeus: de pequena estatura, vivem principalmente na selva do Congo e em seus arredores, onde baseiam sua subsistência na caça e na coleta de raízes;
bosquimanos e hotentotes: habitam a região do Deserto de Calaari, distinguem-se como grandes caçadores de antílopes e avestruzes.
Em correspondência com os três diferentes ramos étinico-culturais, encontram-se na África três regiões principais: o islamismo, que se manifesta sobretudo na África Branca, mas é também professado por numerosos povos negros; o cristianismo, religião levada por missionários e professada em pontos esparsos da continente; o animismo, seguindo por toda África Negra.
Um continente de famintos - Adversidades climáticas somente ampliam a miséria de milhares de africanos, que vivem abaixo das condições mínimas de sobrevivência.
Com a agricultura extensiva, matas são derrubadas e em seus limites o deserto avança.
Outro problema é o descompasso existente entre o enorme crescimento populacional eo reduzido crescimento populacional e o reduzido crescimento, ou mesmo estagnação, da agropecuária.
Conflitos de um continente mal dividido - A atual divisão política da África somente se configurou nas décadas de 60 e 70. Durante séculos, o continente foi explorado pelas potências européias - Inglaterra, França, Portugal, Espanha, Bélgica, Itália e Alemanha, em zonas de influencia adequadas aos seus interesses. Ao conseguirem a independência, os países africanos tiveram de se moldar às fronteiras legadas pelos colonizadores. Estas, por um lado, separavam de modo artificial grupos humanos pertences às mesmas tribos, falantes dos mesmos dialetos e praticantes dos mesmos dialetos e praticantes dos mesmos costumes, submetia-os, por outro lado, à influencia de valores europeus.
A segregação racial assumiu formas rígidas e violentadas: bairros, meios de transporte, casa de comércios, igrejas etc. eram reservados para uso dos negros. as leis do aparheid - segregação racial institucionalizada - proibiam que os negros se candidatassem a cargos políticos, que concorressem com os brancos a um emprego, que freqüentassem quaisquer ambientes que não lhes fossem expressamente destinados.

Regiões Geográficas do Continente Africano

Norte da África - Abrangendo Egito, Líbia, Argélia, Tunísia e Marrocos, a região é fonte de preocupação para a Europa em virtude do crescente fluxo migratório desses países, em especial para a França e Alemanha. Durante as décadas de expansão econômica de 70 e 80 esse fluxo é bem recebido por facilitar a substituição dos trabalhadores europeus, mais qualificados e mais caros, por trabalhadores imigrantes nos serviços pesados e insalubres. A recessão do final dos anos 80 e a rápida elevação do desemprego tecnológico invertem a situação, já que os imigrantes passam a disputar vagas de trabalho com os trabalhadores europeus. Crescentes medidas restritivas são adotadas pelos países europeus para deter as migrações, agravando os problemas econômicos e sociais do norte da África.
África Meridional - As mudanças ocorridas na África do Sul e as possibilidades de pacificação de Angola e Moçambique geram ações unificadas entre os países da região para integrarem seus mercados e enfrentar em melhores condições a competitividade do mercado internacional.
África do Sul - As eleições multirraciais e multipartidárias de 1994, com a eleição de Nelson Mandela para presidente, abrem um novo capítulo na história do país, extinguindo totalmente a política do apartheid e estabelecendo direitos de cidadania para a maioria negra da população. O sistema de governo adotado, no qual todos os partidos com representação no Parlamento também estão representados no governo, necessita de um período de tempo para comprovar sua viabilidade. As tendências separatistas dos zulus e dos direitistas brancos permanecem presentes, embora a situação econômica tenha melhorado com o fim do bloqueio econômico e a retomada do fluxo de investimentos.
Autoria: Marcio Moreira


História da ÁfricaCultura africana, povos, história, Bérberes, Bantos, Império de Gana, civilizações antigas, economia, arte, religião, trabalho e sistemas de produção, alimentação, saúde, comércio


história da áfrica e cultura africana

Bérberes: os nômades do deserto



Introdução
Nas escolas e nos livros, costumamos estudar apenas a história de um povo africano: os egípcios. Porém, na mesma época em que o povo egípcio desenvolvia sua civilização, outros povos africanos faziam sua história. Conheceremos abaixo alguns destes povos e suas principais características culturais.
O povo Bérbere
Os bérberes eram povos nômades do deserto do Saara. Este povo enfrentava as tempestades de areia e a falta de água, para atravessar com suas caravanas este território, fazendo comércio. Costumavam comercializar diversos produtos, tais como : objetos de ouro e cobre, sal, artesanato, temperos, vidro, plumas, pedras preciosas etc. 
Costumavam parar nos oásis para obter água, sombra e descansar. Utilizavam o camelo como principal meio de transporte, graças a resistência deste animal e de sua adaptação ao meio desértico.
Durante as viagens, os bérberes levavam e traziam informações e aspectos culturais. Logo, eles foram de extrema importância para a troca cultural que ocorreu no norte do continente.
Os bantos
Este povo habitava o noroeste do continente, onde atualmente são os países Nigéria, Mali, Mauritânia e Camarões. Ao contrário dos bérberes, os bantos eram agricultores. Viviam também da caça e da pesca.
Conheciam a metalurgia, fato que deu grande vantagem a este povo na conquista de povos vizinhos. Chegaram a formar um grande reino ( reino do Congo ) que dominava grande parte do noroeste do continente. 
Viviam em aldeias que era comandada por um chefe. O rei banto, também conhecido como manicongo, cobrava impostos em forma de mercadorias e alimentos de todas as tribos que formavam seu reino.
O manicongo gastava parte do que arrecadava com os impostos para manter um exército particular, que garantia sua proteção, e funcionários reais. Os habitantes do reino acreditavam que o maniconco possuía poderes sagrados e que influenciava nas colheitas, guerras e saúde do povo.
Os soninkés e o Império de Gana
Os soninkés habitavam a região ao sul do deserto do Saara. Este povo estava organizado em tribos que constituíam um grande império. Este império era comandado por reis conhecidos como caia-maga.
Viviam da criação de animais, da agricultura e da pesca. Habitavam uma região com grandes reservas de ouro. Extraíam o ouro para trocar por outros produtos com os povos do deserto (bérberes).  A região de Gana, tornou-se com o tempo, uma área de intenso comércio.
Os habitantes do império deviam pagar impostos para a nobreza, que era formada pelo caia-maga, seus parentes e amigos. Um exército poderoso fazia a proteção das terras e do comércio que era praticado na região. Além de pagar impostos, as aldeias deviam contribuir com soldados e lavradores, que trabalhavam nas terras da nobreza.


sábado, 26 de maio de 2012

A ÁFRICA É UM CONTINENTE
 
Ao contrário do que muitas pessoas pensam a África não é um país, é um continente, nele existem vários países com características diversas.
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Reflita sobrse a diversidade da África a partir desta canção do grupo Palavra Cantada:

África 

Quem não sabe onde é o Sudão saberá
A Nigéria o Gabão
Ruanda
Quem não sabe onde fica o Senegal,
A Tanzânia e a Namíbia,
Guiné Bissau?
Todo o povo do Japão
Saberá

De onde veio o
Leão de Judá
Alemanha e Canadá
Saberão
Toda a gente da Bahia
sabe já
De onde vem a melodia
Do ijexá
o sol nasce todo dia
Vem de lá


Entre o oriente e ocidente
Onde fica?
Qual a origem de gente?
Onde fica?
África fica no meio do mapa do mundo do
atlas da vida
Áfricas ficam na África que fica lá e aqui
África ficará

Basta atravessar o mar
pra chegar
Onde cresce o Baobá
pra saber
Da floresta de Oxalá
E malê
Do deserto de alah
Do ilê
Banto mulçumanamagô
Yorubá


http://palavra-cantada.musicas.mus.br/letras/978932/